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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Declaração de Privacidade

Leu mesmo? Concordou mesmo?

Declaro para os devidos fins que sou dono da minha individualidade, logo dono da minha vida privada.

Podia levar esse texto por esse caminho fazendo uma declaração real sobre o meu direito a privacidade, mas acho que o buraco é um pouco mais embaixo. Pelo menos pra mim.
É difícil pra nós entendermos o peso do botão aqui em cima e isso não tem nada a ver com legislações e cláusulas de contrato abusivas. O peso desse botão se mostra, principalmente nas redes sociais ~oh, again~ nas quais você abre mão da sua privacidade e se expõe quase que totalmente. E a própria programação das redes levam a isso e cada vez a gente gosta mais.
Tenho visto em algumas rodas esse papo de que a privacidade morreu e me assusta ver que isso seja verdade. A cultura do espetáculo estaria, então, nos jogando numa falácia de que quanto mais nos expomos mais nos tornamos vivos e presentes. 
Parafraseando Déscartes: "Apareço, logo existo."
E isso é tão crítico que vemos todo mundo jogando a vida privada pela janela. Ou melhor, na cara de todo mundo. E isso não é mimimi de retrógrado anti-redes sociais. Só não compreendo esse lance de superexposição. É quase como se todo mundo aspirasse estar na Caras secretamente e a qualquer instante jogasse essa vontade na Timeline. E eu não compreendo esse mundo que eu vivo.
Eu sinto falta dos segredos. Sou um romântico e me falta o cochicho, a boa notícia contada no corredor do shopping. Hoje ninguém mais precisa encontrar um amigo para ouvir a fofoca quentinha ou a notícia alegre. Basta dar um pulo no perfil e com algumas roladas de página a gente consegue saber até a ascensão  ou depressão do amigo e dar aquela força pra ele: "Curtir"
Ver as nossas vidas expostas deixou de ser invasão de privacidade. Concordamos com isso, e até "curtimos", "compartilhamos" e "retweetamos". Até quando vamos fingir que não vemos que queremos isso?

domingo, 5 de agosto de 2012

Antipatia acabou de entrar...


Todo mundo viciado em redes sociais e eu me pergunto: Pra quê?
 A internet do mesmo jeito que facilita a comunicação e a expressão incentiva os mais podres sentimentos humanos. Não estou sendo radical e dizendo que devemos acabar com a Internet. Não se trata disso. Só estou desabafando o meu nojo, o asco que que sinto dessa geração mal-educada. Sim, porque no meu tempo o que eu tenho visto era chamado "falta de educação".
Regras de NETIQUETA ~aff~ jogadas ao vento na net e nenhum indivíduo pra falar da polidez e bom senso na hora de escrever. Vejo o tempo todo um monte de mal-educados disfarçando sua falta de educação por trás de lição de moral, sarcasmo e sinceridade. Esse último é o que mais me irrita. Quem foi esse hipócrita que disse que sinceridade e má educação andam juntas?
Estamos vivendo numa geração de antipáticos. Um tentando ser mais antipático que o outro pra se autoafirmar. Isso é algo tão claro que ao tentar explicar o que seria um hipster pra um "adulto", a pessoa concluiu da seguinte maneira: "No meu tempo a gente chamava de metido a besta."
E isso tá virando o modus operandi da internet. Todo mundo agora tem prazer em ser desagradável de graça. Só pra não parecer hipócrita. Sorrisos abrem portas. Assim como as "palavras mágicas". E toda essa antipatia online me faz ter a imagem de uma pessoa sisuda. Por mais que o avatar do indivíduo seja o mais sorridente, sempre vou vê-lo como aquele moleque que fica no canto do pátio e não faz a menor questão de ser simpático e fica desmoralizando os outros só pra aparecer quando no fundo tá muito chateado porque não sabe viver no mundo. Sempre vou ver esse sisudo de mal com a vida e mal comido, sabe? Aquele cara que põe defeito em todo mundo e fica no canto da mesa do bar só observando pra poder apontar o dedo.
Pra mim esse é o tipo de gente que está recheando a internet hoje. Uma geração de antipáticos loucos pra parecerem e aparecerem. Maior que a hipocrisia de ser simpático e educado é a hipocrisia de fingir que está sozinho no mundo. Tentando ser antissocial em redes sociais.

 Antipatia você leva meu unfollow, meu block e meu report spam.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Não tem jeito. Eu adoro Batman...


E aí que eu tô no twitter e me deparo com o post mais épico de todos os tempos. O Pinguim personagem do Ponto Frio no Twitter postou o seguinte infográfico sobre os 2 primeiros filmes da nova trilogia Batman: Begins e Dark Knight.



Infográfico Batman
Infográfico: Confira o infográfico do Pontofrio.com que conta a história do Batman - O Cavaleiro das Trevas. – Pontofrio.com | PontoFrio.com.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

EU SOU UM CORPO...

Eu ando vivendo num mundo tão coxinha que já tinha me esquecido. O mundo hoje parece um filme adolescente americano, polarizado entre Patricinhas Gostosas Periguetes, Marombados Sem Cérebro e Nerds Incompreendidos Em Busca De Um Amor Com Conteúdo. E todos saímos perdendo nessa. Categorizar o mundo dessa maneira é no mínimo descartar as nuances que formam o ser humano. Nem todo Gostos(ão/ona) é um idiota completo e nem todo Cérebro (é já vi um filme que se agrupavam por esse nome. Enfim.) é uma ótima pessoa segregada pelo resto do mundo que não presta. Na minha adolescência até via o mundo assim, mas porra, tive uma vida regada a Sessão da Tarde, não podia ter sido diferente.
O único problema é que vejo o mundo "adulto" nessa vibe adolescente. De separar as pessoas nesses míseros e esdrúxulos grupos. Ao invés de se preocupar com as nuances, os tons que vão direcionar a música.

E daí me lembrei: PORRA, EU SOU MEU CORPO!

Sou um ser completo. Corpo, mente e alma. E portanto não posso simplesmente relegar meu corpo à periferia porque o mundo diz que se eu cuido do meu corpo sou fútil e imbecil. Há uma preocupação tão grande com uma autenticidade, que a própria autenticidade tem sido deixada de lado. O seu corpo e sua mente não são antagônicos, formam a integralidade do ser. Se você se nega a pôr no canto seu cérebro, não pode fazer o mesmo com seu corpo. Ninguém mutila ou inutiliza parte do corpo voluntariamente em sanidade, então justificar o descuido do corpo como aceitação é no mínimo hipócrita. Você não tem que parecer um artista de tevê, mas precisa aceitar o fato que seu corpo é perecível e que se você o deixar de lado ele perecerá. Seu corpo é quem você é e não apenas quem você aparenta.
Já na Grécia Antiga, filósofos utilizavam a Educação Física como a busca pela integralidade do ser. Pra alcançar um ser completo e equilibrado. E vejo uma contramão desse ser equilibrado na nossa geração webguiada.
Vejo uma geração com um potencial de questionamento tão grande, mas que só o usa pra inventar respostas que contemplem o que as interesse. É como ouvi ontem em algum canto: As pessoas tendem a manipular os fatos para se encaixar às suas teorias e provarem-se corretos. Não sei se ficou exatamente claro, mas também não estou exatamente preocupado. rs.

Por fim um videozinho bem legal.



domingo, 27 de maio de 2012

O mundo e o Monotemismo

Monotemático - O que versa sobre um único tema.
Vivo num mundo de Monotemáticos. Esses seres pós-graduados em possuírem só um assunto. Sou um deles, admito (música,músicamúsicamuzzzzz) . Mas com a internet, tenho visto uma disseminação de chatos como eu. Pessoas que só têm um assunto. Pessoas que só raciocinam por um lado. Assumem um ponto de vista e não largam dele nunca mais. E tudo que tangenciar (nossa!) o assunto preferido - e único - desta pessoa será uma indireta a ela. Não é difícil. É só ver a galera que xinga muito no twitter ou que troca farpas com outros amiguinhos da internet. Isso sem contar as "princesistas" que enchem o Facebook com suas mensagens em forma de lição de moral - ou vice-versa.
E isso é de uma imbecilidade tão grande que tem me irritado. E na verdade dado aversão.
O que te ofende a vida da piriguete? O que o funk faz de mal à sua vida? Você pode não gostar do que o outro cara curte, mas não precisa se ofender porque o outro existe. Afinal, são 7.000.000.000 de pessoas no mundo, caralho. É óbvio que algumas delas vão pensar e existir de maneira diferente de você, e o fato desta pessoa se expressar genericamente NÃO é uma indireta a você.
Lembre-se o mundo é redondo e vemos a vida com mais que uma dimensão, então porque pautar tudo o que você ouve pelo único tema que você tem?

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Idades

É. Hoje celebro, graças ao bom Senhor Deus, mais um aniversário. 25 anos. Acho complicado essas idades redondas desde sempre, mas desta vez rola algo diferente. Como se de alguma forma, um novo mundo estivesse se abrindo. Mas nada daquele mundo adolescente cheio de sonhos de intercâmbios e MBA's, mas um mundo que tende a girar, paradoxalmente, mais rápido e cada vez mais lento. Acho que essa sensação é o que chamam amadurecimento. Algumas "consciências" que batem, alguns pesos que se fazem e outras coisas que ficam mais leves.
Percebo as mudanças graduais que passo, mas tendo a ficar mais atento nestes anos de "idades redondas". E fico nessa de esperar com a calma de um velhinho sentado na praça a vida que tá passando por mim. E me metendo a viver de vez em quando, quando possível. Um milho pro pombo aqui, uma olhadela na criança com a babá dali, enquanto a praça gira vou seguindo velhinho e sentado. rs.
Metafórico, né? Nem curto tanto, mas saem de mim: "É como um dom... que eu não consigo controlar..."

Mas é sempre bom ter o que pensar e, principalmente, papel, caneta, teclado e tela pra escrever o que pensou.

Feliz Aniversário pra todos que compartilham esse dia e Bom Desaniversário pros outros.











sexta-feira, 2 de março de 2012

Não você não será um Rolling Stone

Em primeiro lugar: Nunca fui, nem serei um junker - se é que o termo se aplica. Enfim, mas nunca fui um desses que levasse a ferro e fogo o lema de livin' la vida loca. Aprendi a ser comedido muito pequeno e contra condicionamento não há argumentos. Mas fui um adolescente como toda pessoa que chega nessa tenra, densa e esquisita área dos vinte-poucos anos. E como quase todo adolescente tive meus ídolos. As coisas que curtia, aquilo onde depositava e expressava minha personalidade. E, sim, o rock naquela época era vital. Era minha maneira de me definir no mundo.
Então por essa época comecei a escolher as bandas que gostaria, que estilo seguiria, e muitos daqueles caras soavam tão "teenagers"... Era legal, mas com o passar do tempo aquilo foi virando "música do meu tempo de moleque". E achava eu que viriam novos caras cantar para as novas gerações e eu envelheceria com aqueles músicos, tão juvenis em outro tempo.
Acontece que, não sei se por grana ou por ideal, esses caras não mudaram. Não amadureceram. Continuam querendo a menininha-meio-deprê e o garoto-meio-revoltado. Eles continuam adolescentes.
Na minha cabeça, isso não soa como juventude. Juventude é ver o louco do Mick Jagger, que por muitos já estaria enterrado em algum cemitério importante do Reino Unido, saracotear feito louco no palco. Cantando as músicas de um outro tempo, sim, mas sem aquela angústia de querer que o público fique eternamente jovem. Algo me diz, que os Stones se alimentam da energia dos mais jovens que, incautos, acabam indo em seus shows, mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso é que estas bandas, tão juvenis em 90/00, não têm esse direito. Não quando muitos deles têm 40 e poucos. Jamais serão Stones. Jamais serão clássicos, porque pra isso, é preciso deixar o tempo fazer seu trabalho e não ficar se repetindo ao longo do tempo. Isso só leva esses caras cada vez mais próximos do limbo do esquecimento.
Enfim, espero que um dia, algumas das bandas que eu curti na adolescência seja respeitada pelo meu filho, assim como eu respeito as coisas boas que meus pais ouviam.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sobre Luiza, o Canadá e a inteligência coletiva

Na última semana tivemos o primeiro grande meme de repercussão deste ano. Uma estudante de 17 anos que NÃO estava com sua família para apresentar um empreendimento residencial no estado da Paraíba. O texto do comercial um "primo" da publicidade brasileira, trouxe consigo um "vírus":

- Menos Luiza, que está no Canadá.


E como todo bom viral no dia seguinte não se falava em outra coisa. Todos iriam visitar, fazer, comer, aproveitar qualquer coisa, menos Luiza, que estava no Canadá. E essa piada/bordão cumpriu sua função viral de divertir a todo mundo. Até mesmo os publicitários, espertos, aproveitaram para fazer chamadas de ocasião nas próprias redes sociais promovendo serviços e produtos que serviriam para todos, exceto Luiza, claro. E assim como todo viral faz rir, lá pelo 2º compartilhamento, começa a irritar também e logo a internet se polariza entre os que compartilham e os que odeiam quem compartilha.
E essa disputa entre lovers e haters chegou a TV brasileira, colocando muita vovó e vovô pra pensar no que está acontecendo com a juventude. Não é de hoje que a TV está usando o apelo da internet para recuperar a faixa etária de 18-35 anos, que provavelmente movimenta a economia e estava perdida neste limbo inalcançável para as emissoras de TV que era a internet. Assimilar a linguagem para TV tem sido feito "naquele jeito" e uma saída encontrada pelos produtores tem sido exibir os famosos virais para atrair a atenção. E não foi diferente com Luiza, sua família e a propaganda ruim. Luiza acabou parando no Jornal Hoje, exibido pela Rede Globo e também foi assunto do Jornal do SBT. No melhor estilo lovers e haters, as edições jornalísticas se polarizaram. A edição global da tarde levando Luiza pra uma entrevista frívola, que mais tinha cara de entretenimento e Carlos Nascimento abrindo seu noticiário com duras críticas à febre do assunto.
Toda esta repercussão em muito menos de uma semana. Mas o questionamento a ser feito é se de fato Carlos Nascimento acredita que "Já fomos um país mais inteligente" de fato ou apenas quis a mesma repercussão da viagem ao Canadá de Luiza. Na tentativa de dissipar um meme ele acabou por se tornar um e é neste momento compartilhado aos montes nas redes, novamente em pólos que apoiam ou satirizam.
A atitude de Carlos Nascimento me lembra a atitude dos senadores americanos em busca da aprovação do SOPA/PIPA, que não perceberam ainda que a velha maneira de fazer da indústria cultural não consegue ser efetiva neste "novo" território da internet e é preciso se reinventar para não cercear a liberdade de expressão. Implicar com uma piada coletiva é uma faca de dois gumes: repele os que dela participam e atrai os que concordam com a idéia.
A internet é um facilitador das inteligências coletivas, a web como é constituída hoje serve principalmente para agregar cultura, que nada mais é que a construção popular de conhecimento. Nada desse conceito colonizado de "cultura popular" "cultura erudita" que os ditos sábios teimam em espalhar. Cultura é tudo o que se constrói em sociedade. Sendo assim os memes são a nova cultura, ou melhor, um traço novo da cultura mundial. Identificar isso como burrice é no mínimo irreflexão e vindo de um formador de opinião isso ganha proporções monstruosas já que influencia pessoas a repetirem - tal como a piada da Luiza - este equívoco, onde se afirma uma pretensa superioridade cultural e ao mesmo tempo se reafirma a "burrice" citada na frase. Afinal quem compartilha Carlos Nascimento pode até não compartilhar Luiza, mas com toda certeza já compartilhou qualquer coisa da qual achou uma graça banal, sem erudição e quis simplesmente mostrar ao mundo o que o fez rir.
Ver a internet como território de "besteiróis" é o mesmo que virar as costas para a nova maneira de construir a cultura. Ninguém é, por tal motivo, obrigado a estar "inserido" nisso, mas não se pode negar que os movimentos, contatos, empreendimentos, relações e instituições sociais nunca se modificaram tanto e tão rápido quanto agora. Não dá pra negar que a internet e sua velocidade de comunicação tenha participação nisso. Portanto, eu dou um novo ponto de vista à Luiza, o Canadá e noticiários televisivos:

Nunca fomos tão inteligentes, e o nosso bom humor é a prova disso.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sou um burocrata

Sou um burocrata. Queria ser diferente, mas não sou. Sonhava em ser um aventureiro do mundo que transforma o mundo um dia de cada vez, mas não posso. Sou um burocrata.
Não consigo me ver correndo, literalmente, atrás de um sonho. Suando e colocando os bofes pra fora por esse motivo. Não poderia ser um lutador, um corredor, um jogador de futebol ou músico. Acho a exaustão deveras exaustiva. E embora pareça uma grande besteira o que digo acima, pra mim faz todo sentido.
Sou um mero repetidor, com alguns lapsos de criatividade aqui e ali, mas sou um mero repetidor. Mais ou menos como o personagem do Chaplin em Tempos Modernos, apertando porcas e parafusos até ficar tonto de fazer a mesma coisa.
É paradoxal que isso seja também uma forma de exaustão, mas pra mim esta soa natural. Experimentei durante o ano passado a posição de botão "liga-desliga" na minha vida profissional, e cheguei no fim disso exausto, requerendo minha velha posição de engrenagem.
Sou um burocrata, é fácil pra mim me encontrar perdido em algo repetitivo que não vai alterar o futuro heroicamente. É fácil pra mim contar com o mínimo de esforço físico em troca de um esforço mental já programado. Sem grandes surpresas e diferenças. Com pequenas alterações no caleidoscópio de poucas imagens trocadas. Experiências sem susto, experiências sem grandes alterações. Sou um burocrata e não me envergonho disso - pensei em escrever "orgulho" e uma palavra mudaria todo o texto. Hoje, não me envergonho, mesmo. A idade trouxe essa coisa que facilita a entender-se como função no mundo. E que me desculpem os heróis, mas detrás da minha mesa vou tentar ajudar o mundo. Um papel de cada vez.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Sobre o fim de ano e gavetas




E então começou a (ben)dita faxina de fim de ano. As gavetas tendem a reduzir drasticamente seu volume. Só o que vale pra sempre permanece e isso é uma verdade incontestável. A peneira de fim de ano é cruel. É sempre um susto ver o tamanho do saco de lixo e depois de reorganizar a gaveta não saber onde coube aquele lixo todo. É como na vida com nossa centena de milhões de informações inúteis que com o tempo vão se esvaindo, esmaecendo. E vira um grande porão de "lembranças esquecidas", bem maior que as gavetas de "lembranças vivas".
Mas as gavetas tem outro poder mágico que é o de ambientar lembranças. Gavetas (e caixas) tendem a guardar o melhor e o pior da sua vida. A carta da adolescência que você nunca enviou. A foto que você esconde de todos. A foto que você até tentou mostrar pra todo mundo em redes sociais, mas que fica guardada embaixo de um caderno de desenhos velhos. Enfim, as gavetas e as caixas têm quem você é na verdade. No fim de ano você vai lá e vê um resumo de quem você foi nos últimos anos pelo menos. Escolhe que parte de você permanece viva. Escolhe que parte de você vai pro limbo do esquecimento. E assim mais um ano você passará recheando suas gavetas como rechear sua vida. E no fim do próximo ano. Vai ver mudanças. E um novo você descrito dentro de poucos objetos.

Boas Festas!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Deixa eu falar filha da p...

Lembrei agora cedo de uma música dos Raimundos. Que dizia:"Liberdade de expressão. Deixa eu falar filha ... Expressão!"
Achava na época essa música genial. Mas percebi que a geração que ouviu essa música não sacou muito bem de onde ela vinha.
O pessoal começou a confundir "liberdade de expressão" com "liberdade de imprensa"; "liberdade de expressão" com "liberdade de palavrão";"liberdade de expressão" com "libertinagem poética". E aí tudo virou uma grande zona, onde o "politicamente correto" é moda e não regra de conduta. Um pardieiro onde ganha mais quem tem o poder de repressão maior.
Nossa sociedade, a.k.a. sociedade da informação, é tão preocupada em vigiar o outro (ê BBB) que é incapaz de reparar nos seus próprios erros. Torna-se censora dos seus semelhantes. Reprimindo qualquer movimento diferenciado da rota comum. O ser humano é naturalmente discordante e dissonante. Não existe unanimidade e quando esta existe meia dúzia ficaram calados. Então porque não tentar compreender o outro e agir através dos princípios da ética.Fica mais fácil compreender e ninguém precisa ser sensor de ninguém. O direito de um começa justamente do lado do outro. Sinto um tempo de vigilância absoluta chegar. E não se trata aqui dos casos de opiniões inescrupulosas e sectaristas. Trate-se simplesmente do direito de discordar sem ofender o amigo do lado.

De resto: "DEIXA EU FALAR FILHO DA PUTA! EXPRESSÃO!"

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Animamundi 2011: o que teve?


Como já é hábito, eu fui mais um ano ao Animamundi. E como sempre coloco aqui minhas impressões do festival.
Esse ano só consegui ir um dia. Mas vi a sessão Portifólio que eu tanto gosto.
Não vou me estender muito. Só vou colocando um pouquinho do que achei dos vídeos que mais gostei lá!






quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Amor

Verbo transitivo direto.

Deletando...

Terceira rede deletada em um mês. Tô me sentindo leve, sério.

Porra, Esquilo

Essa é uma aventura. A história de um gatinho fofo chamado Esquilo. Essa também é uma história de amor de um casal que enfrenta perigos pra ficar juntos. Essa linda história de amor que vara a madrugada ligados apenas por uma mão. E no meio da noite este lindo gato transforma esta noite. Sua presença nos inunda. E completa nossa noite:

PORRA, ESQUILO. Cutucar o meu pé a madrugada inteira já é sacagem!

As dores

Dói. Dói pra caralho. Tudo, nas mais variadas formas. Tudo dói. Tudo machuca, tudo é corrosivo.

Tinha vontade de tirar ela de lá. E eu mesmo tive que levar ela até lá; já disse que detesto não ser um fracote?

Me sentindo um merda. um babaca. um estúpido. E todo o tempo as coisas saindo errado. Cansado. “To legal” disso já. Algum dia essa oscilação vai fazer sentido. Porque hoje não faz.

Adeus vó

Do que muito sentirei falta é da bonita faixa de cabelo branco no seu cabelo fofinho e bem penteado. Adeus.

Acho que ouvi certo

Acho que ouvi as músicas que devia no tempo certo. Durante muito tempo vi minha personalidade sendo moldada por gêneros musicais. Sim, eu tentei seguir as modinhas. E na verdade a maior benção foi não ter podido, por “n” motivos, segui-las com afinco. eram como agnosticismo (se eu não estiver falando merda).

E hoje reparei que ouvi Dead Fish, por exemplo, no tempo certo. De uma certa maneira as letras me tocaram pra que eu encontrasse quem eu era, onde estava o que tinha de fazer. Se não deu pra responder tudo isso permanentemente que bom que pelo menos me ajudou com o fim da adolescência. rs.

“Não preciso de suas muletas pois os pés eu vou usar/ É ter autonomia pra guiar, olhar pra qualquer lado e ter o direito de me esborrachar.”

Detesto

Detesto essa empatia com as pessoas. Odeio me importar com tudo, cada caso, cada problema. Não suporto essa história de querer cuidar de quem nem precisa ser cuidado (ou que inventa motivo pra isso). Detesto ter de ficar sem comer por nervosismo e também ficar pensando sobre o que estaria acontecendo. Odeio estar ligado no 220v porque alguém tá com algum problema. E principalmente, odeio ter que me justificar porque me solidarizo com gente que não merece…

Não sou bom em nada

Nou jogo bola bem. Nem basquete, nem handebol tanto assim. Não sou bom em videogame. Não sei desenhar, nem tocar instrumentos com destreza. Já disse que sou muito ruim com games? Enfim, é isso que faço de melhor ser mediano em todas as áreas que exigem alguma habilidade. Agora me deixa ir trabalhar num sábado livre, que trabalhar é o que eu aprendi fazer…

Sou uma antítese de mim

Logo cedo descobri que nossos objetos nos definem. Seus brinquedos diziam muito sobre você. Se você ainda tem brinquedos, isso diz muita coisa.

Recebi coisas lindas de presente ontem e todas me definem, cada uma a sua maneira. É impressionante como um cd, uma caixa de chocolates e uma camiseta me disseram sobre “o que sou feito”. E ao mesmo tempo a maneira como isso me afeta também é diferente.

O chocolate me levou a experimentar uma viagem sensorial interessante. Uma caixa linda com tema oceânico (e rosa-dos-ventos, que eu tanto gosto), com aplicações em verniz e extremamente saboroso. Guardarei-a certamente.O cd do seriado musical Glee, com músicas baseados no estilo Broadway, coisas que eu não ouviria normalmente (valeu por testar, namorada) , me agradaram e me deixaram tão alegre quanto uma frase de Ruby Tuesday dos Rolling Stones numa camisa trazida de presente pela minha amiga Marina. Gostar de tantas coisas que se contrastam fazem de mim essa coisa engraçada, metida a esperto que minha amiga teima em chamar #popcultmoderninho. Acho que aprendi de novo sobre mim.

Não vou me adaptar

Na verdade todos somos egoístas demais para aceitar a adaptação. Basta observar quando as pessoas vêem seus ex-romances com novas pessoas. Se consomem por rancor, raiva, desdém e outros sentimentos que não são exatamente legais. Outra coisa que acontece também é vermos as fotos de um amigo que não entra em contato conosco em “outra vida” e de “bem com a vida” a impressão que tenho é que nessa hora se pensa “tá melhor sem mim”. E isso é estranho. O desejo pela inadaptação alheia.




A minha voz será a voz da verdade
Mas o que é a verdade
Senão inflar a opinião de vaidade?
Verdade é a natureza se manifestar!
É o cecê que não para de jorrar
É xixi, cocô, papá, mimi…
É a criança que chora e outrora sorri
É suvacolelê na cara do amigo
É tirar a craca de dentro do umbigo
E virar planta por um momento…
Vegetando à luz do Sol
Baseado em pensamento…
Suvacolelê - Comédia MTV (lol)

Tem dias que a noite é foda.

Tem dias que simplesmente duram o suficiente pra você ter certeza de que tá vivo. Porque só sendo personagem de filme /seriado pra tudo dar totalmente certo (ou errado). E aí vc descobre o motivo pelo qual está vivo. Pra viver um dia de cada vez.

Então respira. Pensa meia dúzia de palavrões (segundo o Hassum e o Melhem : “retoma o centro desestressa e principalmente dá poder”) e toca. Pq amanhã é outro dia. Mais longas 24 h

E nem tente se queixar…

Sobre prolixidade, acúmulo de redes sociais e medidas.

Sou um prolixo. Falo demais tenho a boca maior que o resto do corpo. E o acúmulo de blogs que eu tenho prova isso.
Na tentativa de ser menos prolixo e mais focado estou reduzindo o número de redes sociais. Me reeducando no uso da internet. E então estou trazendo pra cá tudo que eu postei no tumblr.com um outro tipo de blog. Numa idéia de reduzir o número de redes e na tentativa de dar uma acordada no meu bom e velho bloguinho que tenho tanta saudade e ao mesmo tempo tanta preguiça de postar.
E essas medidas que venho tomando serão importantes no meu crescimento. Hora de crescer novamente. Sempre é tempo. E está na hora de renovação pessoal.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Como filmes americanos fuderam minha vida (Pt.1)


Penso em escrever este post há tanto tempo que não faço idéia de onde ele começa. Na verdade sei bem. Ele começa em "Curtindo a Vida Adoidado", filme que eu simplesmente amo e vejo desde os 3 anos na sessão da tarde.
Com filmes como esse em anos de "terapia cinematográfica intensiva", eu fui moldando a minha personalidade de uma maneira digamos... american way of life. Vocês verão a merda que isso provoca logo, logo.
Mas antes, precisamos pensar em quais os fatores que fazem os filmes americanos fuderem sua vida. Aqui vão alguns (os que lembro agora)
- A gostosa
- O nerd
- Drama familiar
- Mentiroso arrependido
- O baile de formatura

Vamos numa ordem aleatória:

- Drama familiar.

Todo filme adolescente por mais adolescente e babaca que seja sempre tem um drama familiar. É o que dá liga na história. Seja do personagem principal, seja da mocinha ou dos coadjuvantes. Alguém precisa ter uma família ruim pra pensar "OH! COMO SOU INFELIZ!" e depois ouvir alguém dizer "VOCÊ PRECISA GUIAR SUA PRÓPRIA VIDA. SEU PAI (mãe, tio e até avó) NÃO PODE DIZER QUEM VOCÊ VAI SER" . Daí pra diante se desenrola uma crise existencial e no fim o cara descobre que a vida dele é boa. O drama se resolve com um abraço emocionado ou a morte de alguém. MINHA VIDA: depois de achar que dramas pessoais me trariam a gata dos sonhos (não é assim nos filmes?) descobri que ninguém quer ser amigo de alguém que simplesmente não tem energia positiva, ou que tem um drama tão pesado que tenha que dividir com todo o mundo o peso nas costas. Daí você afasta até aquela menina chata (ou feia, isso mesmo, acontece; não existem só as "gostosas") que poderia ser afim de você. Ou seja, dramas pessoais não te trazem garotas(os). Dramas pessoais só te trazem mais dramas pessoais. Lição 1: APRENDIDA.

- A Gostosa:

A Gostosa, sim com letra maiúscula, é a principal personagem de qualquer história adolescente. Como? Sendo a paixão do nerd (próximo capítulo) ou infernizando a vida da mocinha. Ela é o centro das atenções e acreditem, meninas e meninos, ela não fica com o nerd no final, e nem é humilhada na frente da mocinha que sai vitoriosa de uma batalha épica de amor, ódio, sangue, suor e lágrimas. (ufa!) Então antes de pensar em bolar um plano contra a Gostosa pense duas vezes se isso não estará enterrando de vez qualquer possibilidade de vida social entrando numa briga de uma pessoa só (é ... ela não está preocupada com sua vida). E você nerd (próximo capítulo, já disse isso?), não vai faturar essa gata se não levantar a bunda da cadeira, se arrumar, e ir lá conversar com ela. (Coisa de gente galera, ok? sei bem como funciona o vocabulário nerd. E dizer que é geek é o primeiro passo para se afundar na nerdice completa #dik). Lição 2: APRENDIDA

Os outros tópicos virão num próximo post. Vocês sobrevivem até lá? rsrs.

terça-feira, 1 de março de 2011

#56 Culpa sua!

"Se não fosse o senhor, hoje eu tava adiantado e não atrasado"

Com a maior sinceridade do mundo ele me abordou assim.

"Oi?"
"É, se o senhor não tivesse me repetido, hoje eu não estava atrasado"

Estendeu a mão suja da graxa da oficina. Mais o pulso que a mão (medo de me sujar?).

"Hoje eu culpo o senhor."

Doeu. Eu comecei a ficar sem saber o que fazer. Sabia que não tinha acertado com o garoto que hoje é um rapaz. Imaginava o que teria acontecido com ele. De todas as outras vezes nunca tinha visto tanta mágoa no olhar dele.
Doeu.

"Se não fosse o senhor..."

E ficava ecoando na cabeça. Mesmo durante o minuto em que parei pra falar com ele. Perguntei como andavam os estudos. Ele respondeu.

"bem!" ("se não fosse o senhor...")

E minha mente completou o raciocínio.

"Se não fosse o senhor... eu não estaria trabalhando aqui."

Sabia que não tinha acertado com o aluno. Só não imaginava o tamanho do erro. Passei o resto do tempo me perguntando qual a minha real responsabilidade na vida daquele garoto.

"Hoje eu culpo o senhor..."

Não sai da mente.

Sempre me questionei sobre a responsabilidade de reter alguém. Se estaria errando ou acertando. Continuo sem saber. Mas apenas me resta dizer que doeu. E ainda dói.

"Se não fosse o senhor..."

sábado, 30 de outubro de 2010

Falando em tapinha nas costas...


Ontem eu fui assistir o Tropa de Elite 2. E novamente me veio a sensação de um tapinha nas costas. No filme a gente recebe um tapa na cara e pede pra sair. Mas os efeitos após o término são os seguintes:
Você é um bom brasileiro (tapinha). Vivemos em um bom país (tapinha). Infelizmente o que acontece é culpa do sistema(tapinha). Aqui temos democracia e você pode eleger seus representantes (tapinha). Nós nos importamos com esse povo brasileiro! (tapiiiiinhaa!!)

Realmente cansei de tantos tapinhas nas costas. E ainda tem gente que acha que não votar é a melhor opção. tsc!

Só espero que esse Tropa não receba só um tapinha nas costas, queremos PRÊMIOS! Amadurece, mídia! Quero ver dar tapinha nas costas desse cara aí em cima.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Falando em ser melhor...



A palavra de ordem do momento na gestão de pessoas e negócios é PRÓ-ATIVIDADE. Pró-atividade pode ser definida como ação antecipada, refere-se à inteligência aplicada na otimização de resultados. Não que eu me considere próativo. Mas acompanho pesoas que vejo dessa forma e rola mais ou menos assim:o cara se otimiza, otimiza os resultados próprios, otimiza os resultados no trabalho, e faz tudo isso no máximo com uma equipe mínima.

Na hora do reconhecimento, é que vem a tragédia. Todos dividem o reconhecimento. E o pequeno grupo de próativos recebe um nada recompensador tapinha nas costas. O tapinha nas costas também é um dos prêmios em moda. Cabe perfeitamente aos que fazem a média, os que nada fazem não conseguem saber o que fazer com ele e os que realmente se empenham não se satisfazem.

Os chamados próativos então viram a média e aí o povo reclama que NINGUÉM faz nada. Facinho, né?
às vezes o tapinha dói, sim.

Falando em vontade...

#ajudaquemteajuda?
Eu andei com uma vontade muito estranha de escrever. Dece ser amonografia, ou o trabalho, ou tudo junto. Mas como sempre minha autoanálise (ainda teimo nisso ou paro agora?) eu acabei me achando parecido com um desses autores de livros como "O Segredo" e afins, onde a sua teoria pessoal é utilizada como estudo e vira bíblia de um monte de gente.
Lembrei das revistas femininas, também. É elas mesmas, que ensinam como "segurar seu homem" e "sentir-se segura como você realmente é".

Lembrei dessas coisas todas e lembrei de como realmente elas podem ter o poder de fuder com a vida alheia. Tem cursos ministrados pela internet pra tudo. E acho, de verdade, que pelo menos 90% deles deviam passar por prescrição médica e avaliação da ANVISA.

O problema com essas teorias e textos é que quase nunca elas se aplicam à realidade que o leitor vive e muitas vezes, sequer à realidade alguma.

Vejo alguns casos que são tão escalafobéticos que quase passo mal. rs.

Pense na seguinte situação: a pessoa sempre fez tudo errado. Tinha problemas de sociabilidade, no trabalho, com os amigos... Um verdadeiro "problema social" e aí essa pessoa lê: SEJA VOCÊ MESMO!

Essa pessoa se estava começando a ter o mínimo semancol se afoga novamente nesse ser socialmente inapto. Resultado: está fadado a ficar comprando mais e mais livros de auto-ajuda para conseguir se encaixar para tooodo o sempre.

Auto-ajuda que é um segmento de literatura que eu considero divertido. Já li alguns, uns com o objetivo acima (e não deram tanto efeito, não)outros pra saber o que atraía tanto as pessoas e nof im a conclusão foi sempre a mesma. Se é auto-ajuda, outro não devia se meter. Quem quer ajuda quer ajuda do outro, e pedir ajuda é sinal de que a pessoa tem coragem o suficente de encarar seus problemas e quer mudar o "mundo" que vive. Porque o mundo é exatamente do tamnho que você percebe tudo e todos ao seu redor.

A habilidade social é o princípio pro sucesso. Longe de mim ser "O" habilidoso. Acho que poucos desse tipo estão escrevendo em blogs, mas eu reconheço a importância de sermos melhores. E com pessoas de verdade. Sem teorias, análises de casos "verídicos", sem personagens. Só a simples e pura vida real. Com a natural cooperação e competição entre esses viventes deste medíocre planeta Terra. Tentando ajudar a melhorar um pouquinho por dia.


E aí. Ajuda quem te ajuda?




segunda-feira, 18 de outubro de 2010

#50

Fé, exercício mais difícil de ser realizado pelo ser humano. Todos são capazes de desenvolver a habilidade deste difícil exercício, mas poucos saem do sedentarismo.
A fé é um exercício difícil pois exige entrega. E a gente só se entrega em momentos onde nosso raciocínio não é mais capaz de discernir. E entre fugir e morrer preferimos simplesmente acreditar.
A fé, não é um item religioso como muitos pensam. A fé é um item pessoal. Quem possui talvez saiba explicar melhor.
A fé é inerente à necessidade de sobrevida da espécie humana. Até os racionais cientistas têm sua fé. Mesmo que seja a fé de provar que a fé na fé está errada.
A fé ultrapassa o enorme conceito que é DEUS. A fé é a possibilidade que o homem tem de conviver com seus medos. Que vão o minimizando até transformar sua existência num décimo.
A fé deve ser aquela força que faz você querer se jogar do alto do despenhadeiro só pra ver se vai ser realmente salvo por alguma coisa, ou só pra saber se teve fé o suficiente pra saltar.
A fé como disse lá em cima, só vem com a entrega. E como é difícil se entregar. Já devia ser difícil o suficiente termos que nos entregar a convivência com as pessoas ao nosso redor. Daí uma força (chame de Deus, Força Superior, Conspiração Universal, Teoria do Caos) nos faz ir a um novo nível. O nível onde se entregar a essa "força" de olhos fechados para poder enxergá-la, mesmo que turvamente, é a única solução.
E não há glamour, não há cânticos (talvez se houverem podem não ser pra você), não há nenhum sinal. É simplesmente o novo nível com o qual você convive. E então você percebe que de alguma maneira se exercitou e a sua fé (seja no que for) sai restabelecida e ligeiramente mais forte que antes.
Não, não é fácil. E espero poder um dia experimentar o sabor de saber que andei me exercitando um pouco.



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Falando de Tecnologia...


Falando de tecnologia eu tenho umas coisas sem sentido pra postar aqui. O tal do twitter é uma coisa bem engraçada, sabe? Todo mundo se acha muito espertinho lá. E digo "LÁ" com propriedade porque até eu sou diferente "lá". Acho que essa parada de 140 caracteres subiu à cabeça. Fico olhando como é fragmentado tudo o que é comentado no twitter. O TT, por exemplo, é um mecanismo que funcionaria bem, se não fosse tão mal-usado. Vc vê gente retuitando as palavras chave sem propósito algum o tempo todo. Muitas vezes ninguém nem sabe o motivo da tag estar bombando "lá".
Nesse momento acabou mais um episódio de uma série que eu gosto muito: "Separação". Na série a chefe e amante do personagem principal estava tentando transar com ele e tuitando cada movimento. O ápice na minha opinião foi: "Eu quero 140 caracteres de exclamação!" - em a
lusão ao orgasmo. Excelente texto! E realmente é o que a gente mais vê no twitter, gente que tá transando e tuitando. O meu amigo Raphael ("lá" @raphaelzep) adora me zoar por não gostar e reclamar e enfim... do twitter. Mas eu tenho lá minhas razões e consegui expô-las aqui. Se alguém que tiver twitter conseguir me dar três razões para acha o microblog a oitava maravilha, que não sejam: 1- "lá" eu encontro "todo mundo"; 2-"lá" vc só lê o que quer; ou 3-"lá" eu posso me expressar, comenta aqui e eu juro que permito fazer a hashtag #brunoretrogrado.

Free bird?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Falando em papel

Falando em papel eu preciso confessar meu amor absurdo por pinguins. Eu até tenho uma pinguinha. Daí que eu vou entrar nessa de tuiter e ficar explanando a minha vida pessoal. Então achei melhor começar logo, e melhor, por aqui. rs.
Olha que bonitinho é meu google! uhasuhasuhauhsuhasuhas

uhashuauhshuasuhahushuashuahusuhas
;)


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Falando em corações animados...

#pausa. Ato 1.

... e então ele cansou-se de apenas idealizá-la. Tomou coragem e decidiu-se: queria tê-la para si. Pensou maneiras e estratégias para isso. Não podia simplesmente falar-lhe; ela não o ouviria. Precisava agir e depressa ou poderia simplesmente esquecê-la. Tinha pouco tempo. Mas imaginou ser tempo o suficiente para que não lhes sumissem a lembrança. Armou-se. Tinha de ser definitivo; e foi.
Pegou primeiro o lápis, apontou-o cuidadosamente. Depois a borracha e o papel. O papel. Não poderia ser qualquer papel. Tinha de ser especial. Tinha de emocioná-la com o primeiro toque.
Ele ouvia sua doce voz: "Eu te esperarei o tempo que for preciso. Tenho a eternidade aqui." E de fato tinha. Ele também sabia disso. Mas e quanto a ele? Não tinha mais tempo.
Abriu um livro. Não sabia muito bem o que dizia, mas se impressionou com a seguinte frase: "i give up forever to touch you". Inspirou-se nela e iniciou.
Seus traços ligeiramente débeis eram, também, astutos e espertos. Iniciou inspirado por aquela frase. Segurou o lápis com força, provavelmente na tentativa de segurar a lágrima que teimava em querer rolar diante do que vira. Então a gota que manchou o papel mostrou a mais bela imagem que ele já tinha visto. Aquela gota foi o seu primeiro toque em sua musa.
Agora ele já tinha tudo. O amor que tanto sonhava estava concretizada ali naquela bela folha de papel. Seu tempo tinha enfim acabado.

#fimdapausa

Ato 2 (?)

E falando em ficar animadinho pt3

Falando em ficar animadinho, de novo, passo pra contar do que vi no Animamundi 2010. Este ano Animamundi foi interessante: dois dias no Odeon (excelente), estréia da minha irmã, Rônie comigo de novo depois de três anos, uma nova amiga, e um motivo que tem cheiro de bala e gosto de iogurte de cereja. Foi muito bom estar com minha garota nesse animamundi 2010. 3 meses no Odeon, foi bem legal e com o que gosto muito de assistir, melhor ainda. #excelente

Listinha (de memória-fraca):

-Guisado de Galinha - animação-musical com um fado muito legal #excelente
-A lost and found of human sensation - Sentir, sentir, sentir, to feel.
-The Hibrid Union - sempre haverá um fdp mais atualizado que vc. rs
-Eve no Jikan - necessito acompanhar a série, se houver... Andróides e questionamentos humanos. #excelente
-Imagine uma menina com cabelos de Brasil. - O melhor nacional dos dois dias #excelente
-Little Quentin - zoar Quentin Tarantino não é pra qualquer um. #excelente
-Operatatatata- que bom que italianos são engraçados. rs ITALIAAAA pro @raphaelzep

Beijos pra quem eu amo!

domingo, 11 de julho de 2010

Falando em mudar (pra melhor)

Os 3 posts de hoje posso dizer que são em comemoração a 1 ANO que eu não escrevia aqui. Na verdade extatos 369 dias (algarimos múltiplos entre si #medo).
Voltei aqui quando minha namorada me avisou que ia fazer um ano que eu não postava nada e comecei a pensar sobre o que escrever. Pensei no tema mudança e o fiz por completo. Nesse um ano eu mudei um pouco. Melhorei, talvez. É interessante notar como as pessoas que me ajudaram nesse processo de autoconhecimento que passei ainda estão comigo. Ao contrário da máxima você muda; eles te abandonam. Quem quis na minha vida está comigo e ponto!
Mas acredito que essa paz gradual que fui conseguindo pra mim foi contaminando os que estão a minha volta.
Mas ainda assim não posso deixar de falar de "mil razões que me invadem".
Dos últimos 369 dias, passei 81 felizes ao lado dela.

Todos os meus beijos (mudados para melhor) Pinguinha. ;-)

Falando em transições...

Fico vendo como mudamos, como crescemos em um curto espaço de tempo. O último mês tem sido interessante pra eu reavaliarminha vida nesses últimos 4 anos. Amizades feitas e desfeitas. Companhias pra toda uma vida. Lembranças (boas e ruins) todos voltaram com força durante o último mês.
Meus amigos estarem concluindo a faculdade me fez olhar pra trás e ver a galera franzina que ocupava uma sala enorme e nem por isso menos lotada do lado do rio (rs).
Me lembro de mim, muitos quilos mais magro, muito mais sonhador e desocupado entrando pelos portões da faculdade, e rindo e sofrendo o início dessa fase louca que deram o nome de faculdade. Lembro de farras e angústias. Lembro de amadurecer ao lado dessa gente. Lembro de ver gente não perder o jeito feliz (e porque não) criança de ser. Paixões, amores e paixonites. Festas e desesperos. Alguns lanches no Habib's. Lembro de modas que mudam e gente que lança moda. Lembro de mestres e outros amigos. Lembro de tempos que não voltam e que por isso mesmo se tornam os melhores.
Vejo aquelas pessoas que são as mesmas, mas cada dia um pouco mais diferentes. E hoje vejo algumas delas partindo, seguindo seus próprios rumos. É uma transição que me causa estranhamento. É quase uma secção. É a primeira vez que eu não findo uma etapa com os companheiros ao lado e tenho certeza que vai ser muito interessante acompanhar a caminhada deles antes de iniciar a minha. Tenho muito a aprender com eles.
Perguntas pairam no ar, mas pra todas elas eu já tenho a resposta.

Aos meus amigos:

Vocês, amigos queridos.
Sei que vão partir, mas não importa o quão longe estejam,
vocês sempre estarão cada dia mais próximos de mim.
As lembranças só tendem a intensificar. Viram gostos,
sabores e até sensações.
Não sei bem se vou guardá-los no coração. Às vezes os corações
param. Mas tenho certeza que vocês estão escritos na
minha alma. Não passaram pela minha história.
Vocês SÃO a minha história.
E, nossa!, que história boa de contar!

Aos que leram até aqui: ABRAÇOS.

Falando em ficar animadinho #Pt2


É povo... Depois de um ano ressurgi das cinzas com o mesmo tema de um ano atrás. rs.
E esse ano eu estarei lá novamente. Férias e Animamundi #alliwant. Espero ir novamente na maravihosa sessão portifólio. Vou ter + pessoas + queridas comigo dessa vez.
Repeteco do ano passado? Não. Ano passado foi muito bom. E esse ano vai ser muito melhor.
O ano passa as coisas mudam. Ê vida transitiva.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Falando em ficar animadinho...



Eu tô todo animadinho com o AnimaMundi por vir. No Rio, vai ser entre 10 e 19 de julho. Na primeira vez que eu fui, dois anos atrás me amarrei tanto que quase morri de ódio porque não tive tempo de voltar outro dia (fui no penúltimo).
Pra esse ano não estou com um planejamento, muito bem estruturado, como sempre, mas eu estarei lá!
Ainda não sei o que vou ver. Mas espero um bom espetáculo.
Ronie, companheiro de AnimaMundi, estamos juntos nessa de novo?


Animaníacos cariocas, animai-vos!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Se o dia é dos namorados...

Bom depois de ler os posts dos meu amigos sobre o dia dos namorados (assim mesmo, minúsculo) e de ler um nick sussa no msn, eu pensei em postar um sonho estranho que tive, mas que retrarta num breve resumo como minha vida amorosa não é convencional.
Bom vamos ao sonho:(o cara aí embaixo sabe comofas). Trilha Queens of the stone Age - Songs for the Deaf (inteiro)

|Eu estava saindo com uma mulher. Talvez uns 6 anos mais velha e que estava prestes a casar. Papo vai, papo vem, e sim, consegui convencer a incauta a ir para um local mais "reservado". No caminho, o noivo/futuro-marido-corno, ligou pra ela dizendo que estava atrás do nosso carro.
Numa tentativa louca de fugir, nos jogamos do carro em movimento. Rolamos por uma calçada e como era sonho nem nos machucamos. Atravessamos um supermercado. Nos disfarçamos de atendentes e o louco do corno atrás. Então saímos e num beco eu vi um vinil do último cd do Oasis "Dig Out Your Soul" achei caro os 14reais que me cobraram. Mas na pressa nem peguei o troco. Acabou que o pai dela (é tb achei estranho) passou e a levou num carro e como o corno nunca tinha me visto ficou procurando como um idiota.

Resumo: Minha vida amorosa na maioria das vezes é assim. Mulheres de outrem, que somem num piscar de olhos, minhas músicas e eu. O engraçado é que eu nem escuto Oasis tanto assim. Vai ver me apaixonei de verdade pelo artwork do vinil. rsrsrs Mas tirando a história de acabar na vontade, gostei do sonho. Sei lá. Vai ver é uma sina qualquer.

Enfim, f**k up this day! =p

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Das musas ocultas...

Todos nós seres humanos fantasiamos. Uns mais, outros menos, mas todos fantasiamos. E são exatamente essas fantasias que apimentam o nosso dia-a-dia e nos dão pequenos motivos para viver.
Pense naquela(e) menina(o)que vc vê todo santo dia no ônibus no caminho pra casa. Você de vez em quando pensa: " Ah! Se el(a)(e) soubesse...". Independentemente de ter um namorado, ser casado, ter uma amante, sei lá, existe aquela pessoa que povoa seu imaginário. E é o rei deste imaginário.
Nós homens sempre elegemos algumas musas. Eu disse SEMPRE!
Sempre existe aquela menina inalcançável e que por exatamente este motivo nos impressiona tanto. Pode ser a mais calada, a mais falante, a mais bonita, não importa, o que importa é que nunca, jamais seremos atrevidos o suficiente para conseguir tirar dela um olhar, um pingo de atenção.
Presenciei isso outro dia no ônibus. Meu amigo e eu conversávamos e ele simplesmente parou tudo e comentou: " Aquela menina lá na frente, vê? Eu acho ela linda. É como uma deusa pra mim." Ao que eu complementei: "Sério? É minha amiga. Estuda comigo. Só que é casada, se você quiser eu chamo ela pra cá. Ela é legal, vai ver!" Foi o suficiente pra ele me pegar pelo braço e dizer " Você não é nem maluco!"
Foi aí que percebi que ele também sofria do mal que já sofri tantas vezes "O MAL DA MUSA OCULTA" definido por uma tal de psicologia como Platonismo, hehe. Ele prefiria ficar no anonimato a ter de estar cara-a-cara com a musa dos sonhos dele. Sofro disso várias vezes e acho que meu caso é grave pois coleciono algumas. Uma delas estava inclusive naquele ônibus e mora 3 ruas antes da minha. Mas mesmo já trocando olhares algumas vezes acho que vou morrer sem saber o nome dela.
Isso aconteceu de uma maneira bem estranha nos tempos de colégio. Eu era completamente apaixonado por uma menina que eu nunca tinha sequer ouvido a voz. Mas que eu observava à distância e achava a coisa mais bela do mundo. Quando enfim a conheci, senti que não era aquele sonho, ou seja, a partir do momento que toquei minha musa ela virou uma simples mortal como todas as outras que riam de como eu estava envergonhado na hora de conhecê-la.
O que quero dizer aqui é: "Não importa onde ou como, você é a musa de alguém. Atente-se pra isso e quebre o encanto, mas de maneira sutil assim não perde um louco que vela por você."


Acho que quem está louco sou eu...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

AlalaôÔÔôÔôôÔ

Então é Carnaval. E com toda a animação eu ainda consegui ter dois ou três momentos de lucidez durante o dia de hoje.
E me perguntei:
Por que o Carnaval só dura 4 dias e o recesso 10?
Por que o país só começa a funcionar de verdade depois do "Alalaô"?
Por que as meninas de cinco dançam como as de dez, as de dez como as de quinze, as de quinze como as de vinte e as de vinte nem se fala?
Por que fantasia de Carnaval custa uma fortuna se não dura nem uma semana?
Por que o Carnaval em São Paulo começa na sexta?Será que tem alguém por trás disso?
Por que no carnaval toca funk, axé e etc e no resto do ano não toca samba?

E afinal.Porque eu estou questionando isso tudo?

Fui pessoas. Bom carnaval. E se nos encontramos pelos blocos do Rio (melhor carnaval de rua do Mundo) Fica um abraço e uma chuva de confetes.
Curtam com responsabilidade.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Falando em esquecer...

Apesar de parecer que eu me esqueci deste blog por causa de outras atividades, saibam pingadérrimos leitores que não me esqueci, não.
Só estou no fim do meu ócio criativo. Sem muito o que falar pelo excesso do que calar (nossa ficou bonito isso). E porque também quando meu tempo livre se vai, minha criatividade e vontade de realizar novas atividades tb.
Portanto, prometo tentar atualizar esse diariozinho ao menos uma vez na semana (então seria um semanário?)
Mas porquanto, solamente deixo meu abraço a todos os que passaram por aki.
Fui!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O primeiro selo a gente nunca esquece


Citar Washignton Olivetto em tempos de sobrinha de Gretchen e com selo no meio, é muito estranho. Mas isso é só pra eu contar que, sim, ganhei meu primeiro selo!!!!!!!
Fiquei uns dias OFF e quando abro minha caixa de emails, BAM!! Tava lá 666. Não, não se trata de nehum vírus com possessão malígna. É só um selinho muito legal que ganhei neste mês.
666= 6links, 6coisas, 6regras.

Quem me deu esse selo - sem duplo sentido, é claro - foi o Gláucio do blog Rockeriot (<<

Regras

1. Linkar a pessoa que te indicou.

2. Escrever as regras do meme em seu blog.

3. Contar 6 coisas aleatórias sobre você.

4. Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.

5. Deixe a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.

6. Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.


Minha vez, então...

1 - Eu recebi esse selo do Gláucio do Rockeriot http://rockeriot.blogspot.com

2 - Regras aqui em cima , hehe!!

3 - Sei coisas (difíceis de enumerar) sobre mim:

  1. Embora já esteja velhinho, nunca namorei.
  2. Sou aficcionado em música, e só descobri isso com a ajuda da minha amiga Patrícia.
  3. Fiz curso de formação de professores, sou professor há 3 anos, mas faço faculdade de Publicidade.
  4. Meu último devaneio profissional é trabalhar com cartões (de Natal, amizade, etc)
  5. Tenho uma marca de camisetas que só vendeu uma unidade até hj. rs
  6. Tenho (tive, sei lá) uma banda [power trio rula].
4 - E agora as estrelas do post... Os linkados... Vou linkar aqui, blogs que eu curto muito e que estou sempre dando uma olhada e acompanhando... São pessoas com um potencial enorme de informar o mundo (nossa tô demais hj) então simbora ver... um cliquezinho num mata ninguém...

http://matutandorj.blogspot.com - Matutando do amigo Raphael
http://verossimel.blogspot.com - Verossímil da Lidiane
http://modernalaparetro.blogspot.com - Moderna Lapa Retrô da Roberta Mattoso
http://gabrieladomiciano.blogspot.com - Devaneios da Gabi Domiciano
http://oitentando.blogspot.com - Oitentando
http://www.xmeteorox.blogspot.com/ - X Blog X Meteoro X

Visitem-nos. Enjoy!



terça-feira, 30 de dezembro de 2008

2009 tahi, minha gente...

E não tem como correr, rs.
É estranho como ano após ano, temos força saco pra comemorar a mesma coisa. Mas batendo um papo aqui em casa, eu descobri o porquê dessa comemoração toda. Afinal, somos o único planeta em que comprovadamente existe comemorações do fim de uma órbita. Ninguém pode dizer que existe Ano Novo em Plutão (ih, esse não é mais planeta). Bom. Ninguém pode confirmar que os saturnianos(ets de vanguarda) vão pra lua mais próxima comemorar o Reveillón pulando sete asteróides. E essa humanidade que me encantou novamente nesse fim de ano. Aos 47" do segundo tempo...
Estava tão mal-disposto ao fim do ano que tinha perdido o sabor de comemorar o fim de um ciclo. Porque é isso que é. Um ciclo e um ciclo é um "cíuculo" citando o japinha de o "Eu os declaro marido e Larry". Começa e termina pra recomeçar... Sempre e sempre. Ou ao menos enquanto houver vida.
E isso é outra coisa que anima. Se estamos comemorando é porque ainda há vida no planeta azul.É porque ainda há esperança. Esperança de que no ano seguinte tudo vai ser melhor. Mesmo que não tenha sido tão melhor assim. Não custa nada a gente desejar que o ano seguinte seja melhor. Afinal, estamos vivos e viver é uma grande aventura. Que bom por isso. Então resta desejar aos meus leitores (ou não) um feliz 2009. Que ele seja ao menos suportável, porque ninguém merece passar por algo que não suporte, seja bom ou ruim...
Então:

Feliz Ano Novo!!!!!!!!!

Aqui vai um cartãozinho que eu fiz!!! Fui e até o ano que Vem!!!!!!!!!!!

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Ho! Ho! Ho!

Não é a minha ser o Grinch do Natal de ninguém, mas hoje eu fui mais uma vez ao centro de compras daqui de onde eu moro... E não pude deixar de reparar onde quer que eu fosse o comortamento dos consumidores em geral...
E em geral, nós (me incluo nessa) ficamos meio perdidos... Feito baratas-tontas zanazando pela cidade atrás de sabe-se-lá-Deus-o-quê. Mas o mais estranho ainda não é isso, e sim a capacidade que o ser humano tem de se meter em filas.
Vi pessoas trocarem de filas três,quatro vezes tentando achar ma que estivesse boa. E fato: Nenhuma vai estar; a fila ao lado sempre anda mais rápido...
Outra coisa que me desesperou e à metade das pessoas que estavam na mesma loja que eu foi o desabastecimento. Nunca pensei que nós míseras baratas-tontas-consumidoras pudéssemos ser tão reféns de uma gôndola ou funcionário. As mulheres dentro da loja se acotovelavam até que viram a gôndola vazia. E então todas pararam como formigas que têm o caminho interrompido e começaram a cochichar alto o tal desabastecimento... daí, veio um funcionário com uma caixa do que elas queriam e com um olha de desprezo foi colocando uma a uma as peças no lugar...
Pensei:"ê ê espírito natalino"; dei as costas e vim-me embora. Deixa essa festa pra quem a quer.