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sábado, 30 de outubro de 2010

Falando em tapinha nas costas...


Ontem eu fui assistir o Tropa de Elite 2. E novamente me veio a sensação de um tapinha nas costas. No filme a gente recebe um tapa na cara e pede pra sair. Mas os efeitos após o término são os seguintes:
Você é um bom brasileiro (tapinha). Vivemos em um bom país (tapinha). Infelizmente o que acontece é culpa do sistema(tapinha). Aqui temos democracia e você pode eleger seus representantes (tapinha). Nós nos importamos com esse povo brasileiro! (tapiiiiinhaa!!)

Realmente cansei de tantos tapinhas nas costas. E ainda tem gente que acha que não votar é a melhor opção. tsc!

Só espero que esse Tropa não receba só um tapinha nas costas, queremos PRÊMIOS! Amadurece, mídia! Quero ver dar tapinha nas costas desse cara aí em cima.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Falando em ser melhor...



A palavra de ordem do momento na gestão de pessoas e negócios é PRÓ-ATIVIDADE. Pró-atividade pode ser definida como ação antecipada, refere-se à inteligência aplicada na otimização de resultados. Não que eu me considere próativo. Mas acompanho pesoas que vejo dessa forma e rola mais ou menos assim:o cara se otimiza, otimiza os resultados próprios, otimiza os resultados no trabalho, e faz tudo isso no máximo com uma equipe mínima.

Na hora do reconhecimento, é que vem a tragédia. Todos dividem o reconhecimento. E o pequeno grupo de próativos recebe um nada recompensador tapinha nas costas. O tapinha nas costas também é um dos prêmios em moda. Cabe perfeitamente aos que fazem a média, os que nada fazem não conseguem saber o que fazer com ele e os que realmente se empenham não se satisfazem.

Os chamados próativos então viram a média e aí o povo reclama que NINGUÉM faz nada. Facinho, né?
às vezes o tapinha dói, sim.

Falando em vontade...

#ajudaquemteajuda?
Eu andei com uma vontade muito estranha de escrever. Dece ser amonografia, ou o trabalho, ou tudo junto. Mas como sempre minha autoanálise (ainda teimo nisso ou paro agora?) eu acabei me achando parecido com um desses autores de livros como "O Segredo" e afins, onde a sua teoria pessoal é utilizada como estudo e vira bíblia de um monte de gente.
Lembrei das revistas femininas, também. É elas mesmas, que ensinam como "segurar seu homem" e "sentir-se segura como você realmente é".

Lembrei dessas coisas todas e lembrei de como realmente elas podem ter o poder de fuder com a vida alheia. Tem cursos ministrados pela internet pra tudo. E acho, de verdade, que pelo menos 90% deles deviam passar por prescrição médica e avaliação da ANVISA.

O problema com essas teorias e textos é que quase nunca elas se aplicam à realidade que o leitor vive e muitas vezes, sequer à realidade alguma.

Vejo alguns casos que são tão escalafobéticos que quase passo mal. rs.

Pense na seguinte situação: a pessoa sempre fez tudo errado. Tinha problemas de sociabilidade, no trabalho, com os amigos... Um verdadeiro "problema social" e aí essa pessoa lê: SEJA VOCÊ MESMO!

Essa pessoa se estava começando a ter o mínimo semancol se afoga novamente nesse ser socialmente inapto. Resultado: está fadado a ficar comprando mais e mais livros de auto-ajuda para conseguir se encaixar para tooodo o sempre.

Auto-ajuda que é um segmento de literatura que eu considero divertido. Já li alguns, uns com o objetivo acima (e não deram tanto efeito, não)outros pra saber o que atraía tanto as pessoas e nof im a conclusão foi sempre a mesma. Se é auto-ajuda, outro não devia se meter. Quem quer ajuda quer ajuda do outro, e pedir ajuda é sinal de que a pessoa tem coragem o suficente de encarar seus problemas e quer mudar o "mundo" que vive. Porque o mundo é exatamente do tamnho que você percebe tudo e todos ao seu redor.

A habilidade social é o princípio pro sucesso. Longe de mim ser "O" habilidoso. Acho que poucos desse tipo estão escrevendo em blogs, mas eu reconheço a importância de sermos melhores. E com pessoas de verdade. Sem teorias, análises de casos "verídicos", sem personagens. Só a simples e pura vida real. Com a natural cooperação e competição entre esses viventes deste medíocre planeta Terra. Tentando ajudar a melhorar um pouquinho por dia.


E aí. Ajuda quem te ajuda?




segunda-feira, 18 de outubro de 2010

#50

Fé, exercício mais difícil de ser realizado pelo ser humano. Todos são capazes de desenvolver a habilidade deste difícil exercício, mas poucos saem do sedentarismo.
A fé é um exercício difícil pois exige entrega. E a gente só se entrega em momentos onde nosso raciocínio não é mais capaz de discernir. E entre fugir e morrer preferimos simplesmente acreditar.
A fé, não é um item religioso como muitos pensam. A fé é um item pessoal. Quem possui talvez saiba explicar melhor.
A fé é inerente à necessidade de sobrevida da espécie humana. Até os racionais cientistas têm sua fé. Mesmo que seja a fé de provar que a fé na fé está errada.
A fé ultrapassa o enorme conceito que é DEUS. A fé é a possibilidade que o homem tem de conviver com seus medos. Que vão o minimizando até transformar sua existência num décimo.
A fé deve ser aquela força que faz você querer se jogar do alto do despenhadeiro só pra ver se vai ser realmente salvo por alguma coisa, ou só pra saber se teve fé o suficiente pra saltar.
A fé como disse lá em cima, só vem com a entrega. E como é difícil se entregar. Já devia ser difícil o suficiente termos que nos entregar a convivência com as pessoas ao nosso redor. Daí uma força (chame de Deus, Força Superior, Conspiração Universal, Teoria do Caos) nos faz ir a um novo nível. O nível onde se entregar a essa "força" de olhos fechados para poder enxergá-la, mesmo que turvamente, é a única solução.
E não há glamour, não há cânticos (talvez se houverem podem não ser pra você), não há nenhum sinal. É simplesmente o novo nível com o qual você convive. E então você percebe que de alguma maneira se exercitou e a sua fé (seja no que for) sai restabelecida e ligeiramente mais forte que antes.
Não, não é fácil. E espero poder um dia experimentar o sabor de saber que andei me exercitando um pouco.