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quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Declaração de Privacidade
domingo, 5 de agosto de 2012
Antipatia acabou de entrar...
A internet do mesmo jeito que facilita a comunicação e a expressão incentiva os mais podres sentimentos humanos. Não estou sendo radical e dizendo que devemos acabar com a Internet. Não se trata disso. Só estou desabafando o meu nojo, o asco que que sinto dessa geração mal-educada. Sim, porque no meu tempo o que eu tenho visto era chamado "falta de educação".
Regras de NETIQUETA ~aff~ jogadas ao vento na net e nenhum indivíduo pra falar da polidez e bom senso na hora de escrever. Vejo o tempo todo um monte de mal-educados disfarçando sua falta de educação por trás de lição de moral, sarcasmo e sinceridade. Esse último é o que mais me irrita. Quem foi esse hipócrita que disse que sinceridade e má educação andam juntas?
Estamos vivendo numa geração de antipáticos. Um tentando ser mais antipático que o outro pra se autoafirmar. Isso é algo tão claro que ao tentar explicar o que seria um hipster pra um "adulto", a pessoa concluiu da seguinte maneira: "No meu tempo a gente chamava de metido a besta."
E isso tá virando o modus operandi da internet. Todo mundo agora tem prazer em ser desagradável de graça. Só pra não parecer hipócrita. Sorrisos abrem portas. Assim como as "palavras mágicas". E toda essa antipatia online me faz ter a imagem de uma pessoa sisuda. Por mais que o avatar do indivíduo seja o mais sorridente, sempre vou vê-lo como aquele moleque que fica no canto do pátio e não faz a menor questão de ser simpático e fica desmoralizando os outros só pra aparecer quando no fundo tá muito chateado porque não sabe viver no mundo. Sempre vou ver esse sisudo de mal com a vida e mal comido, sabe? Aquele cara que põe defeito em todo mundo e fica no canto da mesa do bar só observando pra poder apontar o dedo.
Pra mim esse é o tipo de gente que está recheando a internet hoje. Uma geração de antipáticos loucos pra parecerem e aparecerem. Maior que a hipocrisia de ser simpático e educado é a hipocrisia de fingir que está sozinho no mundo. Tentando ser antissocial em redes sociais.
Antipatia você leva meu unfollow, meu block e meu report spam.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Não tem jeito. Eu adoro Batman...
Infográfico: Confira o infográfico do Pontofrio.com que conta a história do Batman - O Cavaleiro das Trevas. – Pontofrio.com | PontoFrio.com.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
EU SOU UM CORPO...
O único problema é que vejo o mundo "adulto" nessa vibe adolescente. De separar as pessoas nesses míseros e esdrúxulos grupos. Ao invés de se preocupar com as nuances, os tons que vão direcionar a música.
E daí me lembrei: PORRA, EU SOU MEU CORPO!
Sou um ser completo. Corpo, mente e alma. E portanto não posso simplesmente relegar meu corpo à periferia porque o mundo diz que se eu cuido do meu corpo sou fútil e imbecil. Há uma preocupação tão grande com uma autenticidade, que a própria autenticidade tem sido deixada de lado. O seu corpo e sua mente não são antagônicos, formam a integralidade do ser. Se você se nega a pôr no canto seu cérebro, não pode fazer o mesmo com seu corpo. Ninguém mutila ou inutiliza parte do corpo voluntariamente em sanidade, então justificar o descuido do corpo como aceitação é no mínimo hipócrita. Você não tem que parecer um artista de tevê, mas precisa aceitar o fato que seu corpo é perecível e que se você o deixar de lado ele perecerá. Seu corpo é quem você é e não apenas quem você aparenta.
Já na Grécia Antiga, filósofos utilizavam a Educação Física como a busca pela integralidade do ser. Pra alcançar um ser completo e equilibrado. E vejo uma contramão desse ser equilibrado na nossa geração webguiada.
Vejo uma geração com um potencial de questionamento tão grande, mas que só o usa pra inventar respostas que contemplem o que as interesse. É como ouvi ontem em algum canto: As pessoas tendem a manipular os fatos para se encaixar às suas teorias e provarem-se corretos. Não sei se ficou exatamente claro, mas também não estou exatamente preocupado. rs.
Por fim um videozinho bem legal.
domingo, 27 de maio de 2012
O mundo e o Monotemismo
Monotemático - O que versa sobre um único tema.Vivo num mundo de Monotemáticos. Esses seres pós-graduados em possuírem só um assunto. Sou um deles, admito (música,músicamúsicamuzzzzz) . Mas com a internet, tenho visto uma disseminação de chatos como eu. Pessoas que só têm um assunto. Pessoas que só raciocinam por um lado. Assumem um ponto de vista e não largam dele nunca mais. E tudo que tangenciar (nossa!) o assunto preferido - e único - desta pessoa será uma indireta a ela. Não é difícil. É só ver a galera que xinga muito no twitter ou que troca farpas com outros amiguinhos da internet. Isso sem contar as "princesistas" que enchem o Facebook com suas mensagens em forma de lição de moral - ou vice-versa.
E isso é de uma imbecilidade tão grande que tem me irritado. E na verdade dado aversão.
O que te ofende a vida da piriguete? O que o funk faz de mal à sua vida? Você pode não gostar do que o outro cara curte, mas não precisa se ofender porque o outro existe. Afinal, são 7.000.000.000 de pessoas no mundo, caralho. É óbvio que algumas delas vão pensar e existir de maneira diferente de você, e o fato desta pessoa se expressar genericamente NÃO é uma indireta a você.
Lembre-se o mundo é redondo e vemos a vida com mais que uma dimensão, então porque pautar tudo o que você ouve pelo único tema que você tem?
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Idades
Percebo as mudanças graduais que passo, mas tendo a ficar mais atento nestes anos de "idades redondas". E fico nessa de esperar com a calma de um velhinho sentado na praça a vida que tá passando por mim. E me metendo a viver de vez em quando, quando possível. Um milho pro pombo aqui, uma olhadela na criança com a babá dali, enquanto a praça gira vou seguindo velhinho e sentado. rs.
Metafórico, né? Nem curto tanto, mas saem de mim: "É como um dom... que eu não consigo controlar..."
Mas é sempre bom ter o que pensar e, principalmente, papel, caneta, teclado e tela pra escrever o que pensou.
Feliz Aniversário pra todos que compartilham esse dia e Bom Desaniversário pros outros.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Não você não será um Rolling Stone
sábado, 21 de janeiro de 2012
Sobre Luiza, o Canadá e a inteligência coletiva
- Menos Luiza, que está no Canadá.

E como todo bom viral no dia seguinte não se falava em outra coisa. Todos iriam visitar, fazer, comer, aproveitar qualquer coisa, menos Luiza, que estava no Canadá. E essa piada/bordão cumpriu sua função viral de divertir a todo mundo. Até mesmo os publicitários, espertos, aproveitaram para fazer chamadas de ocasião nas próprias redes sociais promovendo serviços e produtos que serviriam para todos, exceto Luiza, claro. E assim como todo viral faz rir, lá pelo 2º compartilhamento, começa a irritar também e logo a internet se polariza entre os que compartilham e os que odeiam quem compartilha.
E essa disputa entre lovers e haters chegou a TV brasileira, colocando muita vovó e vovô pra pensar no que está acontecendo com a juventude. Não é de hoje que a TV está usando o apelo da internet para recuperar a faixa etária de 18-35 anos, que provavelmente movimenta a economia e estava perdida neste limbo inalcançável para as emissoras de TV que era a internet. Assimilar a linguagem para TV tem sido feito "naquele jeito" e uma saída encontrada pelos produtores tem sido exibir os famosos virais para atrair a atenção. E não foi diferente com Luiza, sua família e a propaganda ruim. Luiza acabou parando no Jornal Hoje, exibido pela Rede Globo e também foi assunto do Jornal do SBT. No melhor estilo lovers e haters, as edições jornalísticas se polarizaram. A edição global da tarde levando Luiza pra uma entrevista frívola, que mais tinha cara de entretenimento e Carlos Nascimento abrindo seu noticiário com duras críticas à febre do assunto.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Sou um burocrata
Não consigo me ver correndo, literalmente, atrás de um sonho. Suando e colocando os bofes pra fora por esse motivo. Não poderia ser um lutador, um corredor, um jogador de futebol ou músico. Acho a exaustão deveras exaustiva. E embora pareça uma grande besteira o que digo acima, pra mim faz todo sentido.
Sou um mero repetidor, com alguns lapsos de criatividade aqui e ali, mas sou um mero repetidor. Mais ou menos como o personagem do Chaplin em Tempos Modernos, apertando porcas e parafusos até ficar tonto de fazer a mesma coisa.
É paradoxal que isso seja também uma forma de exaustão, mas pra mim esta soa natural. Experimentei durante o ano passado a posição de botão "liga-desliga" na minha vida profissional, e cheguei no fim disso exausto, requerendo minha velha posição de engrenagem.
Sou um burocrata, é fácil pra mim me encontrar perdido em algo repetitivo que não vai alterar o futuro heroicamente. É fácil pra mim contar com o mínimo de esforço físico em troca de um esforço mental já programado. Sem grandes surpresas e diferenças. Com pequenas alterações no caleidoscópio de poucas imagens trocadas. Experiências sem susto, experiências sem grandes alterações. Sou um burocrata e não me envergonho disso - pensei em escrever "orgulho" e uma palavra mudaria todo o texto. Hoje, não me envergonho, mesmo. A idade trouxe essa coisa que facilita a entender-se como função no mundo. E que me desculpem os heróis, mas detrás da minha mesa vou tentar ajudar o mundo. Um papel de cada vez.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Sobre o fim de ano e gavetas
E então começou a (ben)dita faxina de fim de ano. As gavetas tendem a reduzir drasticamente seu volume. Só o que vale pra sempre permanece e isso é uma verdade incontestável. A peneira de fim de ano é cruel. É sempre um susto ver o tamanho do saco de lixo e depois de reorganizar a gaveta não saber onde coube aquele lixo todo. É como na vida com nossa centena de milhões de informações inúteis que com o tempo vão se esvaindo, esmaecendo. E vira um grande porão de "lembranças esquecidas", bem maior que as gavetas de "lembranças vivas".
Mas as gavetas tem outro poder mágico que é o de ambientar lembranças. Gavetas (e caixas) tendem a guardar o melhor e o pior da sua vida. A carta da adolescência que você nunca enviou. A foto que você esconde de todos. A foto que você até tentou mostrar pra todo mundo em redes sociais, mas que fica guardada embaixo de um caderno de desenhos velhos. Enfim, as gavetas e as caixas têm quem você é na verdade. No fim de ano você vai lá e vê um resumo de quem você foi nos últimos anos pelo menos. Escolhe que parte de você permanece viva. Escolhe que parte de você vai pro limbo do esquecimento. E assim mais um ano você passará recheando suas gavetas como rechear sua vida. E no fim do próximo ano. Vai ver mudanças. E um novo você descrito dentro de poucos objetos.
Boas Festas!
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Deixa eu falar filha da p...
Achava na época essa música genial. Mas percebi que a geração que ouviu essa música não sacou muito bem de onde ela vinha.
O pessoal começou a confundir "liberdade de expressão" com "liberdade de imprensa"; "liberdade de expressão" com "liberdade de palavrão";"liberdade de expressão" com "libertinagem poética". E aí tudo virou uma grande zona, onde o "politicamente correto" é moda e não regra de conduta. Um pardieiro onde ganha mais quem tem o poder de repressão maior.
Nossa sociedade, a.k.a. sociedade da informação, é tão preocupada em vigiar o outro (ê BBB) que é incapaz de reparar nos seus próprios erros. Torna-se censora dos seus semelhantes. Reprimindo qualquer movimento diferenciado da rota comum. O ser humano é naturalmente discordante e dissonante. Não existe unanimidade e quando esta existe meia dúzia ficaram calados. Então porque não tentar compreender o outro e agir através dos princípios da ética.Fica mais fácil compreender e ninguém precisa ser sensor de ninguém. O direito de um começa justamente do lado do outro. Sinto um tempo de vigilância absoluta chegar. E não se trata aqui dos casos de opiniões inescrupulosas e sectaristas. Trate-se simplesmente do direito de discordar sem ofender o amigo do lado.
De resto: "DEIXA EU FALAR FILHO DA PUTA! EXPRESSÃO!"
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Animamundi 2011: o que teve?
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Porra, Esquilo
Essa é uma aventura. A história de um gatinho fofo chamado Esquilo. Essa também é uma história de amor de um casal que enfrenta perigos pra ficar juntos. Essa linda história de amor que vara a madrugada ligados apenas por uma mão. E no meio da noite este lindo gato transforma esta noite. Sua presença nos inunda. E completa nossa noite:
PORRA, ESQUILO. Cutucar o meu pé a madrugada inteira já é sacagem!
As dores
Dói. Dói pra caralho. Tudo, nas mais variadas formas. Tudo dói. Tudo machuca, tudo é corrosivo.
Tinha vontade de tirar ela de lá. E eu mesmo tive que levar ela até lá; já disse que detesto não ser um fracote?
Me sentindo um merda. um babaca. um estúpido. E todo o tempo as coisas saindo errado. Cansado. “To legal” disso já. Algum dia essa oscilação vai fazer sentido. Porque hoje não faz.
Adeus vó
Acho que ouvi certo
Acho que ouvi as músicas que devia no tempo certo. Durante muito tempo vi minha personalidade sendo moldada por gêneros musicais. Sim, eu tentei seguir as modinhas. E na verdade a maior benção foi não ter podido, por “n” motivos, segui-las com afinco. eram como agnosticismo (se eu não estiver falando merda).
E hoje reparei que ouvi Dead Fish, por exemplo, no tempo certo. De uma certa maneira as letras me tocaram pra que eu encontrasse quem eu era, onde estava o que tinha de fazer. Se não deu pra responder tudo isso permanentemente que bom que pelo menos me ajudou com o fim da adolescência. rs.
“Não preciso de suas muletas pois os pés eu vou usar/ É ter autonomia pra guiar, olhar pra qualquer lado e ter o direito de me esborrachar.”


